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segunda-feira, 5 de julho de 2010

A DIVINA...

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Escrever sobre ela exige punho firme, voz ativa e olhos sinceros já dizia Carole Chidiac. Caminhar em seus entremeios é encantar-se pela sua resistência em função do que sempre quis cumprir. E sabia que tinha que cumprir.
Ela foi predestinada ao palco, à magia. Não havia outra solução. Chegar até ela por obra do destino, é descobrir nossa própria alma guerreira. E sentir alívio ao ver o fogo, fulgir e fundir-se, coabitar com ele...

Para banhar-se na luz dos raios desta filha de Yansã basta apenas não fugir da febre. Cuidem dela. Porque de seu peito brotam os sons que as pessoas cantarão para ver renascer a vida. Ela é a reunião dos quatro elementos. Tem o veneno e o antídoto da vida. Canta o que vale a pena recordar. Ela vive, suporta e se prepara. É exatamente o que é e o que faz sentido: AMOR 
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Pais de Bethânia - Dona Canô
Maria Bethânia Vianna Telles Veloso, irmã do compositor e cantor Caetano Veloso, nasceu no dia 18 de Junho de 1946 em Santo Amaro da Purificação, na Bahia. Desde a infância gostava de cantar, imitando os artistas que ouvia no rádio e sabia que seu destino era o palco. Sonhava em ser bailarina e queria também subir aos palcos como atriz, não estava nos seus planos ainda fazer do canto a sua profissão. Sua estréia no palco estava mais próxima que ela mesmo pensava.  

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2001
Mais um trabalho de Bethânia chega. Maricotinha é o título de seu disco. No lançamento do seu CD no Canecão, Rio de Janeiro, Bethânia reuniu vários amigos para o grande show. E foi com rosas que Bethânia terminou mais um espetáculo.
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UMA NOVA ERA
Em 2000
O ano 2000 foi bem marcante na carreira de Bethânia. As comemorações dos 500 anos reuniram ela, Gal e Pavarotti num maravilhoso espetáculo ao ar livre em Salvador.
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Muito religiosa, desde sempre, Maria Bethânia colecionou ladainhas e músicas da tradição oral de sua terra. Encomendou a amigos outras peças, que integram a quase-missa que se revela o disco Cânticos, Preces, Súplicas à Senhora dos Jardins do Céu. Vivendo aquele estágio de vida pessoal e profissional em que pode fazer o que lhe dê vontade, Maria Bethânia tem abraçado projetos alternativos - que não interferem nos outros compromissos, nos espaços reservados ao lazer, no tempo dedicado à leitura de seus poetas.
Bethânia juntou versos de romeiros, colecionados por Mabel, juntou outros e deu a montagem para Gilberto Gil musicar - ele toca o violão, no disco. Suely Costa tinha sua nossa Senhora da Ajuda, sobre versos de Cecília Meireles - e assim se foi fazendo a obra. Os arranjos delicados, quando necessário, solenes, de Jaime Alem reforçam, no resultado o tom solene e no entanto íntimo que só uma grande artista, de grande fé, ousaria.

 DÉCADA DE 90
"As Canções Que Você fez pra mim", de 1994, só com músicas de Roberto e Erasmo Carlos, alcançou a marca de 1,5 milhão de cópias vendidas. O "Rei" sempre foi influência muito forte na carreira de Bethânia.
Em 1995, Bethânia escolheu Gabriel Vilela para realizar o show que daria origem ao show "Maria Bethânia Ao Vivo". O diretor deu um clima barroco ao espetáculo, que fazia um retrospecto da carreira da cantora.
"Âmbar", de 1996, que comemora os 50 anos da cantora, traz uma nova geração de compositores - Adriana Calcanhoto, Chico César, Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown, ao lado da regravação do clássico "Chão de Estrelas", de Sílvio Caldas e Orestes Barbosa. Seu aniversário foi comemorado com missa e festa, na Bahia, e celebrado no palco com o show"Imitação da Vida", registrado em CD duplo.
Novamente em parceria com Fauzi Arap, ela declama textos e poesias de Fernando Pessoa e músicas como "Mensagem", de Cícero Nunes e Aldo Cabral, clássico gravado por Isaurinha Garcia na década de 50.
Em 1999 lança o disco "A força que nunca seca" com músicas representantes da cultura nordestina. No mesmo ano lançou o disco duplo "Diamante Verdadeiro", resultado do show "Diamante Verdadeiro" . O show foi a união das canções de "A Força que nunca seca", também com raízes do nordeste. Neste disco, canções sobre a água, sobre o mar, sobre a Bahia e os orixás, de vários compositores. Bethânia declamou poesias de Castro Alves, que marcou o condoreirismo da era do romantismo brasileiro.

DÉCADA DE 80
Em 1987 Bethânia fez apresentações exclusivas em palcos estrangeiros como em Lisboa, Cuba e Israel. Em 1988 seu álbum "Maria" foi lançado simultaneamente no Brasil, na França e em Portugal. Em 1989 recebeu o troféu Caymmi-Ano V, no Teatro Iemanjá – Centro de Convenções da Bahia.
Maria Bethânia recebe bastante homenagens. A amiga Gilda Carvalho construiu com suas próprias economias um teatro em Salvador batizando-o de "Teatro Maria Bethânia", hoje desativado.
Para comemorar os seus 25 anos de carreira, Bethânia reuniu um time brasileiro, que incluía João Gilberto, Hermeto Pascoal, Almir Sater, entre outros. O resultado foi o disco "25 Anos", que abre ao som da bateria de Mangueira , traz um clássico de Heitor Villa-Lobos ("O canto do pajé"), textos de Mário de Andrade e Fausto Fawcett e a presença especialíssima da dama do jazz, Nina Simone, que divide o vocal com Maria Bethânia em "Pronta pra Cantar", do mano Caetano.

DÉCADA DE 70
Em 1970 Cantou músicas de Antônio Maria e Dolores Duran, no show "Brasileiro, profissão esperança", de Paulo Fontes. Em 1971 firmando-se como intéprete passional e dramática, em 1971 gravou na Philips o disco "A tua presença". Em Julho do mesmo ano encenou seu espetáculo "Rosa dos Ventos, dirigido por Fauzi Arap, no Teatro da Praia, Rio de Janeiro. Viajou em seguida para Europa apresentando-se em Cannes, na França e na Itália, no Teatro Sistina.
Estreou no cinema em 1972 ao lado de Chico Buarque e Nara Leão no filme "Quando o Carnaval Chegar", de Cacá Diegues. Logo, gravou no final de 1972 o disco "Drama Anjo Exterminado", produzido na Philips por Caetano, no qual ela aparece pela primeira vez, como letrista, na canção "Trampolim", com música do irmão.
Em 1973 Dirigida por Antônio Bivar e Isabel Câmara, apresentou-se no show "Drama – Luz da Noite", seguindo a linha iniciada com "Rosa dos Ventos", cantando, dançando e recitando textos e poemas de Clarice Lispéctor e Fernando Pessoa.
Novamente com a direção de Fauzi Arap, estreou em 1974 o espetáculo "Cena Muda", no Teatro Casa Grande, no Rio de Janeiro depois encenado em São Paulo e em outras capitais, como nos shows anteriores.
Comemorando 10 anos de carreira em 1975, apresentou-se ao lado do compositor e cantor Chico Buarque, na cervejaria carioca "Canecão". Tendo sido marcada como cantora de protesto, firmou-se como intérprete vigorosa e dramática, tendo entre seus maiores êxitos as gravações de "A tua presença", "Esse cara" e "Drama", de Caetano Veloso, "Iansã" de Gilberto Gil, "Coração Ateu" de Sueli Costa, "Tatuagem" de Chico Buarque e "Nada além" de Custódio Mesquita e Mário Lago. 
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1976: Doces Bárbaros - Gil, Bethânia, Gal e Caetano
Em 1979 depois de vender 700 mil cópias do disco "Álibi", ela foi apontada como cantora preferida do povo. Bethânia não se ligou ao tropicalismo pois não admitia ficar presa a rótulos, sofrer imposições.

DÉCADA DE 60
Pela primeira vez subiu ao palco para cantar em público um samba de Ataulfo Alves na peça "Boca de Ouro", de Nelson Rodrigues. Neste mesmo ano, Bethânia e seu irmão, companheiro inseparável, conheceram Gilberto Gil, Tom Zé e Gal Costa e juntos, resolveram fazer um show de música. Em 1964 o espetáculo "Nós por Exemplo" apresentado em 1964 inaugurou o Teatro Vila Velha, marcando a estréia dos baianos, que ainda naquele mesmo ano apresentaram-se juntos em "Nossa Bossa Velha e Velha Bossa Nova", no mesmo teatro.
b127.jpg (5032 bytes) Depois dos clássicos, o Arena passou à fase dos musicais. Já às segundas-feiras era hábito apresentar cantores e músicos sob a denominação de "Bossa Arena". Em co-produção com o Grupo Opinião do Rio de Janeiro, foi apresentado o espetáculo Opinião, de grande êxito com a participação de Nara Leão, Zé Keti, João do Vale e Bethânia, com apenas 19 anos. Bethânia foi convidada para substituir Nara Leão neste espetáculo. A estréia foi um sucesso, principalmente pela interpretação agressiva e áspera de "Carcará", que a lançou como cantora de protesto, repetindo-se o êxito em São Paulo quando o Opinião foi apresentado no Teatro Ruth Escobar. Houve também o "Arena canta Bahia", com Gilberto Gil, Gal Costa, Tom Zé, Piti e Caetano Veloso, e "Tempo de Guerra", com Maria Bethânia.


b53.jpg (7092 bytes) Esse novo caminho, trazendo para o palco determinados valores da música notadamente brasileira, e elaborado em comum pelo grupo, é explicado por Armando Costa, Oduvaldo Viana Filho e Paulo Pontes, no programa Opinião: "O espetáculo é uma tentativa de colaborar na busca de saídas para o problema do repertório do teatro brasileiro que está entalado – atravessando a crise geral que sofre o país e uma crise particular que, embora agravada pela situação geral, tem, é claro, seus aspectos específicos. O teatro brasileiro tinha uma tradição de teatro de autor. A criação de um repertório ajustado às solicitações e inquietações do público.
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Em maio de 1965 gravou seu primeiro disco em que cantava "Carcará" e "É de manhã" de Caetano Veloso, tornando-se a primeira intérprete em disco do irmão compositor. No mesmo ano gravou outro disco com sambas de Noel Rosa, João de Barros, Benedito Lacerda, além de lançar mais uma composição de Caetano – "Sol Negro".
Depois de uma temporada em Salvador, em 1966 voltou ao Rio de Janeiro em 1966, apresentando-se em shows nas boates Cangaceiro e Barroco. Ao lado de Gil e Vinícius de Moraes, Bethânia apresentou o show "Pois é", no Teatro Opinião. Atuou ainda nos espetáculos "Yes, nós temos banana" e "Comigo me desavim".

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